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	<title>Reskilling &#8211; DBM Sistemas</title>
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	<description>Software de Gestão Empresarial</description>
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	<title>Reskilling &#8211; DBM Sistemas</title>
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		<title>Reskilling: entenda este conceito de gestão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 18:55:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é mais estratégico: contratar um novo profissional que terá de se adaptar à cultura e aos processos da empresa ou capacitar um funcionário para ocupar um novo posto na empresa? As duas opções podem ser válidas, mas se o interesse é tirar o melhor proveito do quadro de funcionários, mantendo aqueles que são [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que é mais estratégico: contratar um novo profissional que terá de se adaptar à cultura e aos processos da empresa ou capacitar um funcionário para ocupar um novo posto na empresa?</p>



<p>As duas opções podem ser válidas, mas se o interesse é tirar o melhor proveito do quadro de funcionários, mantendo aqueles que são competentes e se identificam com a empresa, o <em>reskilling</em> pode ser a melhor escolha.</p>



<p>Você ainda não sabe o que <em>reskilling</em> quer dizer? Siga em frente com a leitura deste post, aprenda sobre o conceito e entenda quais são seus benefícios!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é </strong><em>reskilling</em></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1.jpg" alt="Reskilling" class="wp-image-11764" title="Reskilling: entenda este conceito de gestão 1" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1.jpg 1024w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1-920x614.jpg 920w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1-768x512.jpg 768w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1-980x654.jpg 980w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Reskilling-1-1024x683-1-480x320.jpg 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Talvez você já saiba que <em>skill</em> quer dizer habilidade. Assim, <em>reskilling</em> pode ser entendido como um novo <strong>processo de conquista de conhecimento</strong> e, na tradução para o português, o termo pode significar recapacitação ou requalificação.</p>



<p>Com isso, podemos dizer que o <em><strong>reskilling</strong></em><strong> é um conceito de gestão cuja premissa é direcionar os profissionais à conquista de novas habilidades</strong>. Dessa forma, estes podem ocupar novos cargos na empresa.</p>



<p>Trata-se de uma estratégia que deve ser adotada quando a empresa percebe que tem capital humano qualificado na empresa, mas que precisa capacitar um ou mais de seus funcionários para que exerçam atividades diferentes das que exerciam até então.</p>



<p>Com isso, o <em>reskilling</em> é interessante tanto para a empresa, quanto para os profissionais e pode até ser visto como uma forma de valorização de talentos. Algo que, por sua vez, tende a contribuir para a visão que os funcionários fazem da organização, ou seja, para a <em>employer brand</em>.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><em>Reskilling vs. upskilling</em></h3>



<p>Se você já chegou a este post tendo alguma ideia quanto ao que significa <em>reskilling</em>, provavelmente já se deparou com o termo antes. E se isso de fato aconteceu, é ainda mais provável que você tenha se deparado também com o <em><a href="https://dbmsistemas.com/upskilling-aplicando-o-conceito-no-desenvolvimento-de-equipes/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">upskilling</a></em>.</p>



<p>A ideia por trás dos dois conceitos de gestão é parecida porque a essência comum a ambos é o aprendizado. Entretanto, existem diferenças.</p>



<p>Enquanto o <em><strong>reskilling</strong></em><strong> tem foco em uma mudança de área</strong>, o <em><strong>upskilling</strong></em><strong> funciona mais como um processo de aperfeiçoamento</strong> para que um profissional siga em sua área de atuação, mas mais capacitado para desempenhar suas funções.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Reskilling</em> e transformação digital</h3>



<p>Se você pesquisar o que é <em>reskilling</em> pode acabar encontrando explicações de que o conceito tem a ver com uma adaptação do profissional ao universo digital. Ainda que a necessidade do aprendizado de novas habilidades possa estar intimamente relacionada ao surgimento de novas tecnologias, convém entender melhor tudo isso.</p>



<p>O <em>reskilling</em> é algo que <strong>está realmente relacionado à aprendizagem de habilidades que não estão relacionadas à função atual do profissional</strong>. A tecnologia pode estar envolvida? Pode, mas isso não é regra e é mais apropriado relacionar o ato de aprender a lidar com um software, por exemplo, ao <em>upskilling</em>.</p>



<p>Com isso, o <em>reskilling</em> pode ser algo mais radical, digamos assim. Vamos a um exemplo para que você consiga compreender melhor.</p>



<p>Suponhamos que Marcos é um entusiasta da tecnologia e que trabalha no Serviço de Atendimento ao Consumidor de uma empresa de TI e Inovação. Sua função é tirar dúvidas sobre o uso de softwares e até corrigir alguns erros remotamente.</p>



<p>Com o passar do tempo, com base em conversas e em outras formas de observação e avaliação, a gestão e o setor de Recursos Humanos (RH) percebem que Marcos tem potencial para fazer mais. O profissional é tão envolvido e dedicado que poderia ter sucesso desenvolvendo soluções para a empresa se soubesse de Robótica.</p>



<p>Este, portanto, é um caso de <em>reskilling</em> em que Marcos vai precisar aprender habilidades distintas para mudar de área, ainda que siga dentro do segmento de tecnologia. Antes, técnico e atendente do SAC e, depois, desenvolvedor de robôs.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Habilidades desenvolvidas pelo </strong><em>reskilling</em></h2>



<p>Com o exemplo de Marcos, mostramos que<strong> o </strong><em><strong>reskilling</strong></em><strong> pode ser voltado para a aprendizagem de habilidades técnicas</strong>. Quanto a isso, é importante deixar claro que falamos em algo que vai além de uma “fluência digital”.</p>



<p>Em outras palavras, o objetivo principal não é fazer um profissional aprender a usar um software que vai automatizar parte das atividades que já fazem parte de sua rotina.</p>



<p>A requalificação costuma mesmo ser direcionada ao objetivo de mudar de área de atuação, e não simplesmente se adaptar a mudanças. Por essa razão, o aprendizado técnico pode ser significativo, ainda que não seja o único.</p>



<p>A conversa sobre transformação digital tende a nos fazer pensar no futuro e, com isso, aproveitamos para perguntar: você sabe quais são as habilidades esperadas do “<a href="https://escoladainteligencia.com.br/conheca-as-10-habilidades-do-profissional-do-futuro-segundo-a-onu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">profissional do futuro</a>“?</p>



<p>Não é de hoje que esse tema vem sendo debatido e, ainda que diferentes pontos sejam abordados, eles costumam seguir a mesma linha. Veja o exemplo de 10 habilidades destacadas pela Organização das Nações Unidas (ONU):</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Flexibilidade cognitiva;</li><li>Negociação;</li><li>Orientação para servir;</li><li>Julgamento e tomada de decisões;</li><li>Inteligência emocional;</li><li>Coordenação com os outros;</li><li>Gestão de pessoas;</li><li>Criatividade;</li><li>Pensamento crítico;</li><li>Resolução de problemas complexos.</li></ol>



<p>Percebeu que há um foco em <a href="https://blog.solides.com.br/entenda-definitivamente-soft-skills/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>soft skills</em></a><em>?</em> Com isso, é interessante que um processo de aprendizagem voltado para o <strong>desenvolvimento profissional individual e de equipes </strong>também proporcione englobe habilidades comportamentais.</p>



<p>Com isso dito, fica mais fácil entender ainda que o <em>reskilling</em> pode contribuir ― entre outras coisas que veremos a seguir ― para a identificação e formação de lideranças dentro da empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A empresa precisa mesmo se envolver no </strong><em>reskilling</em><strong>?</strong></h2>



<p>Adiante, falaremos sobre a importância do <em>reskilling</em> e, com isso, será mais fácil entender porque esse deve ser um esforço também da empresa e não só de seus funcionários, individualmente. Antes, uma reflexão importante.</p>



<p>Profissionais podem, por conta própria, identificar a necessidade de se atualizar, se aperfeiçoar ou até mesmo de mudar de carreira. Com isso, podem ser proativos e buscar, sem qualquer ajuda dos empregadores, por cursos, palestras e outros meios que lhes permitam alcançar esses objetivos.</p>



<p>De certa forma, essa autonomia é bem vista porque empresas gostam de ter em seus quadros profissionais que entendem a importância de investir em sua própria evolução, não é mesmo?</p>



<p>Um <a href="http://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2018.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório</a> do <em>World Economic Forum</em> indica que, até 2022, <strong>pelo menos 54% dos profissionais vão demandar algum tipo de </strong><em><strong>reskilling</strong></em><strong> ou de </strong><em><strong>upskilling.</strong></em></p>



<p>O percentual é significativo e, com isso, pode ser pouco estratégico deixar o processo de reaprendizagem e requalificação somente nas mãos dos funcionários.</p>



<p>Aliás, quando a empresa se envolve, tem <strong>melhores chances de direcionar os funcionários a buscar habilidades</strong> que, sim, sejam de seu interesse pessoal, mas que também correspondam às necessidades que a organização tem.</p>



<p>A seguir, você vai entender melhor como esse envolvimento pode resultar em atração e retenção de talentos, no aumento do engajamento e na conquista de melhores resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância do </strong><em>reskilling</em></h2>



<p>A importância e os benefícios que o <em>reskilling</em> pode trazer para empresas e seus funcionários podem ser compreendidos a partir de diferentes pontos. Vamos a eles:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Adaptação às mudanças do trabalho</h3>



<p>Para falar sobre as mudanças do universo do trabalho, vamos dar sequência à conversa sobre transformação digital e robôs.</p>



<p>Quantas vezes você leu ou ouviu por aqui que robôs vão tomar o emprego das pessoas? Se você já perdeu as contas, nós entendemos porque essa é uma questão que vira e mexe ganha destaque e até assusta algumas pessoas. Afinal, ninguém quer ficar sem ter de onde tirar o próprio sustento.</p>



<p>Não vamos entrar em detalhes neste debate, mas queremos ressaltar que <a href="https://www.vagas.com.br/profissoes/os-robos-vao-roubar-seu-emprego-nao-necessariamente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">expectativa</a> não é de que os robôs vão acabando com os empregos, um a um. As máquinas podem e já realizam funções sozinhas, exigindo que os <strong>profissionais se desenvolvam para cumprir bem papéis que só seres humanos conseguem fazer.</strong></p>



<p>Assim, muitos processos podem ser mudados em razão da transformação digital. Atividades podem ser extintas, enquanto outras serão criadas.</p>



<p>Em paralelo a tudo isso o <em>reskilling</em> ― assim como o <em>upskilling ― </em>aparece como<strong> ferramenta para o desenvolvimento profissional</strong>, de modo a fazer com que funcionários mantenham sua relevância e se tornem capazes de atender a novas demandas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Redução de custos e retenção de talentos</h3>



<p>Quantas estratégias a sua empresa adota para atrair e reter talentos? Essa preocupação é bastante comum e válida e, por isso, saiba que não temos a menor intenção de fazer você abrir mão das iniciativas que são adotadas.</p>



<p>A questão é que a <strong>atração e a retenção de talentos</strong>, sobretudo daqueles que estão prontos para atender demandas novas que surgem com a transformação digital podem ser caras.</p>



<p>Isso faz com que seja interessante à empresa olhar para dentro e <strong>avaliar os custos de capacitação ou de requalificação de seus funcionários</strong> para poupar recursos e se beneficiar de outras formas também.</p>



<p>Para que você tenha uma ideia, a Amazon adotou uma tecnologia que tornou seus profissionais de estoque menos necessários. Frente a essa mudança, a gigante decidiu que <a href="https://www.wired.com/story/amazon-pledges-700-million-training-workers/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um terço dos funcionários</a> passariam por <em>reskilling</em> ao invés de demiti-los.</p>



<p><strong>Optar pelo </strong><em><strong>reskilling</strong></em><strong> pode ser mais econômico</strong> porque a empresa precisa considerar os custos de demissão de funcionários somados aos custos do processo de recrutamento, seleção e treinamento dos novatos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Adaptação às mudanças dos profissionais</h3>



<p>Ainda, como mencionamos, investir nos funcionários pode <strong>propiciar a atração e a retenção de talentos</strong>. Enquanto metodologia de gestão, o <em>reskilling</em> pode ser estratégia para fazer com que os profissionais mais capacitados queiram permanecer nos quadros da empresa.</p>



<p>Quanto a isso, vale ter em mente ainda que<a href="https://www.gallup.com/workplace/236438/millennials-jobs-development-opportunities.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <em>millennials</em></a>, também conhecidos como geração Y, tendem a “pular” de um emprego para o outro, mas há pesquisas que indicam que esses profissionais também sabem valorizar oportunidades de se desenvolver em seus empregos.</p>



<p>Hoje, os <em>millennials</em> têm entre 25 e 40 anos e isso deixa claro por que a aposta em estratégias como <em>reskilling </em>(e o <em>upskilling)</em> podem ser importantes para contar com seus serviços por mais tempo.</p>



<p>Além deles, o mercado também já volta suas atenções para a geração Z, que tem hoje pessoas com idade entre 10 e 25 anos. Parte já se prepara e outra parte já ocupa espaços no universo do trabalho, sendo formada por profissionais que também apreciam o aprendizado contínuo.</p>



<p>Com isso, <strong>investir em </strong><em><strong>reskilling</strong></em><strong> e abraçar essa cultura que acompanha as gerações Y e Z é fundamental </strong>para empresas que quiserem, de fato, atrair e reter os grandes talentos do mercado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Promoção do engajamento e redução do <em>turnover</em></h3>



<p>Basicamente, o que estamos dizendo é que profissionais, de um modo geral, tendem a abraçar oportunidades de crescimento, havendo até aqueles que gostam especialmente de aprender cada vez mais.</p>



<p>É certo que há profissionais com autonomia suficiente, aqui falamos de mentalidade e até de planejamento financeiro, para correr atrás de novas habilidades e até de uma mudança de carreira por conta própria. Mas é quando a empresa participa que conquista boa parte dos benefícios que o <em>reskilling</em> pode proporcionar.</p>



<p>Com isso em mente, quando a empresa aposta no <em>reskilling</em>, transmite a ideia de que<strong> valoriza seu capital humano e prova isso</strong>. Funcionários que se sentem valorizados a ponto de perceber que a empresa investe neles, em seu aprendizado, tendem a ser mais engajados.</p>



<p>Ainda, o maior engajamento ou identificação com a empresa <strong>contribui para a redução do <a href="https://dbmsistemas.com/turnover-o-que-e-e-como-calcular/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener"><em>turnover</em></a></strong> que, quando elevado, causa perda financeira, desgaste da imagem e queda nos resultados da organização.</p>



<p>Outro ponto é que quando o <em>reskilling</em> direciona um profissional a uma nova carreira, este pode finalmente se sentir realizado e motivado. Algo que também contribui para a <strong>melhoria do engajamento do funcionário </strong>e até de equipes que se beneficiem ou participem da mudança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Melhoria do desempenho da empresa</h3>



<p>Com tudo isso, é natural inferir que o <em>reskilling</em> contribui para a melhoria do desempenho de equipes e da empresa como um todo.</p>



<p><strong>O redirecionamento de carreiras proporcionado pela requalificação permite que a empresa preencha lacunas contando com profissionais que já estão alinhados com seus valores, missão e visão.</strong></p>



<p>Com isso, a empresa ganha ao contar com um funcionário que adquiriu novas habilidades. E ganha mais uma vez ao evitar que alguém com competências válidas antes mesmo do <em>reskilling</em> acabe indo parar na concorrência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Promoção do crescimento profissional</h3>



<p>Com o que você acabou de ler, já consegue identificar pontos que fazem do <em>reskilling</em> uma realidade interessante também para os profissionais, não é mesmo? Por isso, vamos ressaltar apenas alguns outros pontos.</p>



<p>Existem diferentes perfis de profissionais que, independente da faixa etária, vão ver a oportunidade de aprender novas habilidades e migrar de área com bons olhos.</p>



<p>Alguns, inclusive, sequer podem ter clareza de que estão apenas esperando por essa oportunidade e por um “empurrãzinho” do RH e de suas lideranças para voltarem a se motivar com suas carreiras.</p>



<p>Com isso, o <em>reskilling</em> pode ser importante para os funcionários para que esses<strong> encontrem novos e mais promissores rumos para suas vidas profissionais.</strong></p>



<p>Há aqueles que, por conta própria, identificam essa oportunidade, mas não têm qualquer tipo de apoio por parte de seus empregadores e, por isso, acabam buscando oportunidades em outros lugares. E há também os que percebem que algo está errado, mas dependem de uma visão externa para entender que tentar algo novo pode ser a melhor das decisões.</p>



<p>Em todo caso, o <em>reskilling</em> tende a abrir portas para que os funcionários voltem a se engajar com suas atividades, recuperem sua produtividade e se sintam mais instigados a se superarem em seu dia a dia de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><em>Reskilling</em><strong> e </strong><em>accountability</em></h2>



<p>Antes de falarmos sobre como uma empresa pode aplicar o <em>reskilling</em>, vamos passar por uma relação que é comumente apresentada: a que existe entre <em>reskilling</em> e <a href="https://dbmsistemas.com/accountability-tudo-sobre-o-conceito-de-prestacao-de-contas-no-rh/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener"><em>accountability</em></a>.</p>



<p>Caso você ainda não saiba, o termo <em>accountability</em> pode ser traduzido como uma prestação de contas que tem um significado relevante no contexto da gestão de pessoas.</p>



<p>Falamos da criação de um<strong> senso de autorresponsabilidade</strong> que favorece a confiança nas relações entre a empresa e seus funcionários e que<strong> estimula nos profissionais a busca pela evolução profissional.</strong></p>



<p>Isso acontece porque o <em>accountability</em> torna os funcionários mais conscientes de suas ações e tarefas. É uma mudança de mentalidade que contribui para que todos estejam mais envolvidos em adotar uma postura mais ética e a serem voluntariamente responsáveis.</p>



<p>Além do mais, <strong>o </strong><em><strong>accountability</strong></em><strong> contribui para que seja mais fácil identificar quais dos funcionários estão engajados e alinhados com a cultura da empresa e quais não</strong>. Assim, fica mais fácil equilibrar expectativas e até identificar necessidades de mudanças, seja por meio de <em>reskilling</em> ou não.</p>



<p>O que ainda cabe dizer é que adquirir novos conhecimentos para mudar a área de atuação profissional não é uma ideia necessariamente simples.</p>



<p>Há dinâmicas de grupo e outras ferramentas que podem ser usadas pelo RH para que habilidades sejam identificadas de modo a apontar quem poderia construir uma nova carreira.</p>



<p>Em paralelo a isso, a autorresponsabilização atrelada ao <em>accountability</em> é uma aliada para que o próprio profissional identifique e manifeste a possibilidade de mudança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como adotar o </strong><em>reskilling</em></h2>



<p>Para que o <em>reskilling</em> dê certo ou ao menos faça sentido, é fundamental que seja criada, caso ainda não exista, uma<strong> cultura de aprendizagem dentro da empresa.</strong></p>



<p>Aprender habilidades novas, sobretudo com o foco de mudar de área de atuação não é uma decisão fácil. Ainda que a empresa e o profissional enxerguem na mudança uma possibilidade de crescimento, é importante que as decisões sejam tomadas com o mínimo de confiança porque é o futuro de alguém que está em jogo.</p>



<p>Já imaginou a empresa investir recursos e um funcionário investir seu tempo e esforços para construir uma nova carreira e, quando a mudança começar na prática, ambos perceberem que as coisas não vão sair como esperado?</p>



<p>É certo que não existe garantia 100% de que uma mudança de área vai ser bem-sucedida, mas há fatores que contribuem para que esse processo tenha melhores chances de ter resultados positivos. E é com base neles que vamos contar a você como sua empresa pode adotar o <em>reskilling</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fomento à cultura da aprendizagem contínua</h3>



<p>Considere o seguinte cenário: a empresa propõe um processo de aprendizagem de novas habilidades tendo o <em>reskilling</em> em mente. Para isso, analisa seu quadro de funcionários, planeja e elabora estratégias. <strong>Há investimento de tempo e recursos para que tudo isso seja feito.</strong></p>



<p>E então, quando o <em>reskilling</em> é apresentado e começa a ser aplicado, o envolvimento dos profissionais é baixo. Considerando possibilidades mais dramáticas, alguns funcionários parecem até querer deixar a empresa.</p>



<p>O que deu errado? Por que os profissionais não quiserem abraçar a oportunidade de se aprimorar e ampliar seus horizontes?</p>



<p>O cenário que acabamos de descrever é hipotético e considera duas questões que sua empresa precisa dar atenção para adotar o <em>reskilling:</em></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Ainda que seja esperado que <strong>os funcionários apreciem oportunidades de aprendizagem</strong>, nem todo mundo realmente deseja isso.<br /><br />É provável que você já tenha conhecido alguém que se sente bem e confortável ao manter um mesmo cargo por anos ou até ao exercer uma atividade em que não se sente realizado profissionalmente;</li><li>Mesmo que muitos funcionários estejam sim aptos a apreciar oportunidades de aprendizagem, este pode ser um desejo que ainda não foi despertado.<br /><br />Especialmente considerando a mudança de área e de carreira que o <em>reskilling</em> costuma proporcionar, sair da zona de conforto nem sempre é algo visto como natural.<br /><br />Por isso, <strong>é importante que a empresa fomente e cultura da aprendizagem contínua</strong> com o objetivo de preparar seus funcionários para o <em>upskilling</em> e para o <em>reskilling</em>.</li></ol>



<p>Segundo <a href="https://www.willistowerswatson.com/en-US/Insights/2019/11/5-steps-to-powering-continuous-learning-in-an-evolving-workplace" target="_blank" rel="noreferrer noopener">levantamento</a> realizado pela multinacional britânica <em>Willis Towers Watson</em>,<strong> 94% dos diretores de RH acreditam na importância de substituir treinamentos pontuais pelo desenvolvimento contínuo de novas habilidades.</strong></p>



<p>O <em>accountability</em> é, inclusive, algo que contribui para que essa cultura de aprendizagem se solidifique porque ainda que a empresa deva se envolver, o desejo de aprender deve partir também dos profissionais.</p>



<p>Ainda, essa decisão também favorece a contração de profissionais já abertos ao <em>reskilling</em>, o que facilita a vida da empresa ao lidar com as novidades do mercado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Identificação de demandas e potencialidades</h3>



<p>Considerando que o fomento à cultura de aprendizagem contínua é um esforço que deve fazer parte da cultura geral da empresa, podemos dizer que a análise do quadro de funcionários em relação às demandas é o primeiro passo prático para o <em>reskilling</em>. Algo que pode ser feito com base nas seguintes questões:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quais setores da empresa estão defasados e precisam de novos profissionais?</li><li>Quais demandas o mercado apresenta que representam lacunas que a empresa ainda não conseguiu preencher?</li><li>Com base em habilidades pré-existentes e em seus perfis, quem são os funcionários que poderiam se preparar para uma mudança de área de atuação?</li></ul>



<p>Como haveria de ser, <strong>a empresa não precisa e nem deve contar apenas com sua avaliação</strong>, ou seja, com uma avaliação feita exclusivamente pela gestão e pelas lideranças para responder a essas perguntas.</p>



<p>Existem ferramentas que podem ser adotadas, sobretudo em parceira com o setor de Recursos Humanos para a parte interna da análise. <strong>Falamos de pesquisas de satisfação, processos que reavalie competências e até de solicitação de </strong><em><strong>feedbacks</strong></em><strong> sobre o trabalho atual</strong> e projeções pessoais para a carreira.</p>



<p>Com isso, a empresa poderá visualizar as perspectivas de mudança sob a ótica dos funcionários que, no fim das contas, são os que podem passar pelo <em>reskilling</em> e mudar de carreira.</p>



<p>O processo, inclusive, vai permitir a identificação de profissionais que não estão interessados nesse tipo de mudança, o que é fundamental para a conquista de bons resultados.</p>



<p>Ainda, é válido esclarecer que o <em>reskilling</em> se aplica a profissionais dos mais diferentes setores de uma empresa. Assim, é conveniente que se considere uma análise abrangente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estratégias para aplicação do <em>reskilling</em></h3>



<p>Com toda essa fundamentação, vai chegar o momento em que a empresa vai precisar definir quais estratégias são mais adequadas para que o <em>reskilling</em> aconteça. Vamos a elas:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>1. Defina um programa inicial de </strong><em><strong>reskilling</strong></em></h4>



<p>O <em>reskilling</em> é mais do que um programa de aperfeiçoamento profissional porque, como temos dito, tem como foco mais comum a mudança de área de atuação de um ou de mais profissionais.</p>



<p>Assim, o <em>reskilling</em> pode representar um grande passo na carreira de um funcionário, assim como para o futuro da empresa, e isso demanda certa cautela.</p>



<p>Além de analisar atentamente o cenário, avaliando demandas e perfis profissionais, é recomendável que a empresa <strong>tenha um programa inicial básico.&nbsp;</strong></p>



<p>A ideia é que <strong>o </strong><em><strong>reskilling</strong></em><strong> seja aplicado primeiro a um grupo pequeno</strong> para que eventuais erros ou desafios possam ser mais facilmente corrigidos e tenham um impacto menor;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>2. Identifique por quem começar</strong></h4>



<p><strong>Saber por quem começar também é fundamental </strong>para que o envolvimento com o <em>reskilling</em> seja alto. Vai chegar o momento em que a empresa terá de comunicar a seus funcionários que deseja adotar a requalificação para melhor aproveitar seus talentos.</p>



<p>Convém<strong> observar quais profissionais se entusiasmam logo de cara ou manifestam o desejo de participar.</strong> Essa é uma boa estratégia porque é comum que programas iniciais tenham falhas e os funcionários mais interessados no <em>reskilling</em> sejam também os mais dispostos a encarar os percalços.</p>



<p>Com isso, é este grupo que vai permitir à empresa vivenciar as circunstâncias ideias para descobrir o que funciona, o que precisa ser mudado, fazer testes e ajustes;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>3. Aposte no aprendizado formal</strong></h4>



<p>Para que o <em>reskilling</em> aconteça, o aprendizado formal pode ser um caminho necessário, afinal, estamos falando da<strong> conquista de habilidades que ainda não fazem parte da realidade dos profissionais selecionados.</strong></p>



<p>Uma mudança de área de atuação, um redirecionamento dos rumos da carreira pode exigir um curso técnico, um MBA ou outro curso ministrado por uma Instituição de Ensino Superior.</p>



<p>Quanto a isso, convém lembrar que<strong> empresas podem fazer parcerias com Faculdades e Universidades</strong> em busca de melhores condições para que o <em>reskilling</em> aconteça.</p>



<p>A depender da proposta da requalificação, programas de treinamento e desenvolvimento de pessoas podem ser criados pela empresa ou ministrados por terceiros. Isso é algo que vai depender do tipo de habilidade que precisa ser adquirida para a mudança de área de atuação.</p>



<p>Algo que merece ser destacado com relação aos treinamentos<em> in company </em>é sua possibilidade de focar na aprendizagem ou potencialização de <em>soft skills</em>.</p>



<p><strong>Importante!</strong> A empresa precisa avaliar cuidadosamente a escolha dos funcionários e a solicitação de que um curso, seja para a mudança de área ou para o aperfeiçoamento <em>(upskilling)</em> seja feito.</p>



<p>Não é ideal que cursos sejam uma imposição ao trabalhador porque, quando esta é a situação, há chances de que a empresa tenha um funcionário que não vai se comprometer com os estudos passando pelo <em>reskilling</em>. Algo que não é positivo para nenhuma das partes.</p>



<p>Ainda,<strong> é preciso se atentar para questões legais</strong>. Cursos, treinamentos, palestras e outros recursos de aprendizagem, quando obrigatórios, devem acontecer no horário de trabalho ou resultar no pagamento de horas extras.</p>



<p>Além disso, <strong>flexibilizações podem se fazer necessárias para que o profissional dê conta de suas tarefas diárias e dos estudos;</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4. Considere programas de mentoria</strong></h4>



<p>Outra estratégia para a aplicação do <em>reskilling</em> é a <strong>criação de programas de mentoria</strong> que se baseia na relação entre os funcionários da empresa.</p>



<p>Você já deve saber que o <em>mentoring</em> é comumente usado para que jovens talentos, sejam estagiários ou <em>trainees</em>,<strong> se desenvolvam profissionalmente, absorvendo conhecimento técnico e também a cultura da empresa.</strong></p>



<p>Esse mesmo princípio pode ser válido para o <em>reskilling</em> considerando que um profissional que já atua em determinada área pode ser uma das melhores referências para outro que está em processo de migração de área em sua carreira.</p>



<p>Com isso, o funcionário em <em>reskilling</em> não só aprende questões técnicas de sua nova atuação, como as aprende sob a ótica da empresa, ou seja, considerando suas rotinas e processos próprios.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O papel do RH no </strong><em>reskilling</em></h2>



<p>Agora que você sabe não só o que significa <em>reskilling</em> e qual a sua importância, mas também quais caminhos a seguir para adotar esse conceito na gestão de pessoas, vamos repassar o papel do RH nessa história.</p>



<p>O RH tem diferentes responsabilidades no sucesso do <em>reskilling</em>, mas é bom lembrar que trata-se de uma <strong>metodologia que depende, sobretudo do aval das gestão</strong> e precisa contar com o envolvimento das lideranças. Assim, o setor pode:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Conscientizar os tomadores de decisão</strong> da empresa quanto ao que é <em>reskilling</em>, qual sua importância e benefícios;</li><li>Contribuir para a criação e difusão da<strong> cultura de aprendizagem contínua</strong>;</li><li><strong>Orientar lideranças</strong> e também realizar avaliações para identificar potenciais “candidatos” ao <em>reskilling</em>, com base nas necessidades da empresa e no perfil dos profissionais;</li><li>Auxiliar no <strong>processo de coleta de </strong><em><strong>feedbacks</strong></em><strong> </strong>dos funcionários sobre sua relação com o trabalho e os rumos para a sua carreira;</li><li>Contribuir para o <strong>desenvolvimento dos programas de </strong><em><strong>reskilling</strong></em>, definição de estratégias e avaliação de resultados.</li></ul>



<p>É bom lembrar que a cultura de aprendizagem é algo que deve sempre fazer parte da empresa. Como pertencente a essa cultura, o <em>reskilling</em> também deve receber atenção contínua para que a empresa esteja atenta a novas necessidades de mudança e também aos resultados das alterações já realizadas.</p>



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