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	<title>política cambial &#8211; DBM Sistemas</title>
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		<title>Corretoras de Câmbio: Como será a nova política cambial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2019 11:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
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<p><strong>Como será a nova política cambial?</strong> Um projeto de mudanças do sistema cambial brasileiro vem sendo divulgado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em um pronunciamento feito no último mês de agosto, foi dito que a agenda de reformas e ajustes pretende alinhar a legislação brasileira às práticas internacionais e à economia global, consolidando e atualizando as normas e os regulamentos, além de introduzir novos modelos e instrumentos de negócios, permitir a entrada de novos participantes no mercado de câmbio e facilitar a entrada de investidores estrangeiros no Brasil.</p>



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<p>Embora o processo de mudanças leve algum tempo e seja introduzido de forma
gradual, as medidas a serem adotadas podem resultar também na possibilidade de
brasileiros residentes no país abrirem e manterem contas em moeda estrangeira
no território nacional.</p>



<p>Conversando com alguns profissionais que atuam no mercado de câmbio sobre
esta possibilidade, um deles se mostrou bastante pessimista com o futuro das
corretoras de câmbio e questionava como elas ficariam se tais medidas fossem
implantadas. Para ele, era só questão de tempo para que estas empresas
desaparecessem e fossem consideradas desnecessárias.</p>



<p>Quem atua no mercado de câmbio há algum tempo lembrará que houve uma época
em que a presença de uma corretora de câmbio era obrigatória para operações de
compra e venda de moeda estrangeira acima de um determinado valor. As normas
cambiais até determinavam a remuneração das corretoras de câmbio, que era um
percentual sobre o valor em moeda nacional do contrato de câmbio, valor este
debitado diretamente da conta do cliente do banco. Houve um pequeno momento em
que o Banco Central tentou retirar a obrigatoriedade para todas as operações,
mas em seguida retrocedeu em sua decisão devido a um movimento das corretoras
alegando que perderiam suas funções, iriam fechar etc.</p>



<p>Atualmente, a intermediação de uma corretora de câmbio não é mais
obrigatória nas operações de contratações de câmbio entre bancos e seus
clientes. Se empresas e pessoas escolherem fazer suas operações cambiais com a
intermediação de uma corretora, o pagamento é feito diretamente à corretora por
quem fez esta opção.</p>



<p>Observando o número de corretoras de câmbio que atuam no mercado brasileiro,
pode-se notar que esta não obrigatoriedade para comprar e vender moedas
estrangeiras definitivamente não fez com que elas desaparecessem do mercado.
Isto porque os serviços oferecidos por estas empresas não se limitam
exclusivamente a intermediar operações cambiais entre um banco e seu cliente.
Vai muito além disso. Embora com limitações para operar no mercado, as
corretoras de câmbio oferecem diversos outros serviços e produtos que atendem
uma boa parcela dos consumidores.</p>



<p>A partir da preocupação apresentada pelo profissional citado neste texto,
uma pesquisa feita para avaliar a percepção de outros profissionais que atuam
nas corretoras de câmbio e bancos, sobre as mudanças anunciada pelo Banco
Central, demonstrou que 81,8% dos entrevistados não acreditam que as corretoras
de câmbio vão deixar de existir, enquanto 9,1% acreditam que elas deixarão de
existir, e o mesmo percentual não sabe o que acontecerá com estas instituições.</p>



<p>Para a maioria dos entrevistados, a diversidade de atividades, produtos e
serviços destas instituições e a capacidade de adaptação aos novos modelos de
negócios são fatores que as manterão vivas no mercado financeiro. Como exemplo,
citam que, se for permitida a abertura de conta em moeda estrangeira, as moedas
provavelmente serão o dólar norte-americano, o euro e a libra esterlina. As
demais moedas continuarão sendo procuradas, como também serão mantidas as
procuras para envio de remessas financeiras para o exterior, que os bancos costumam
não atender. As corretoras poderão ainda oferecer serviços de consultoria,
estruturação e registros de operações junto aos órgãos controladores, a
intermediação de empréstimos internacionais e de operações interbancárias,
treinamentos, entre outros.</p>



<p>Somente uma preocupação foi apresentada por um dos entrevistados, que
reproduzo aqui com suas palavras: “talvez quando algum país assumir as moedas
virtuais, aí sim as corretoras devem ficar preocupadas”. É uma consideração
para se pensar.</p>



<p>Registrou-se também alguns questionamentos relacionados aos sistemas
operacionais e nada mais. Ficou claro que para a maioria as mudanças são
necessárias e geradoras de novas oportunidades. E o otimismo prevaleceu.</p>



<p><em><strong>Zilda Mendes</strong> é professora da <a href="https://www.mackenzie.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Universidade Presbiteriana Mackenzie (abre numa nova aba)">Universidade Presbiteriana Mackenzie</a>, atua nas áreas de comércio exterior e câmbio.</em></p>
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