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	<title>licença paternidade &#8211; DBM Sistemas</title>
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	<title>licença paternidade &#8211; DBM Sistemas</title>
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		<title>Licença paternidade: todos os detalhes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[licença paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabe como funciona a licença paternidade? Quando um bebê nasce, é comum e, até certo ponto, justificável que a atenção ― inclusive no que diz respeito ao período de afastamento do trabalho ― gire em torno da mãe. Apesar disso, o setor de Recursos Humanos (RH) e também os trabalhadores precisam conhecer as regras [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabe como funciona a licença paternidade? Quando um bebê nasce, é comum e, até certo ponto, justificável que a atenção ― inclusive no que diz respeito ao período de afastamento do trabalho ― gire em torno da mãe.</p>



<p>Apesar disso, o setor de Recursos Humanos (RH) e também os trabalhadores precisam conhecer as regras que definem a licença paternidade para que o direito de pais estarem junto a seus filhos seja devidamente respeitado.</p>



<p>Neste post, você vai conhecer melhor esse benefício e descobrir quem tem direito a ele e quais as regras devem ser seguidas. Confira!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a licença paternidade e sua evolução ao longo do tempo</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="750" height="500" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/05/licença-paternidade.jpg" alt="licença paternidade" class="wp-image-11329" title="Licença paternidade: todos os detalhes 1" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/05/licença-paternidade.jpg 750w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/05/licença-paternidade-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p>A licença paternidade é um direito previsto tanto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quanto pela Constituição Federal de 1988. Seu objetivo é garantir ao pai de um recém-nascido alguns dias de afastamento do trabalho sem prejuízo do salário.</p>



<p>A justificativa para este afastamento é compreensível por estar relacionada a um momento único na vida, o nascimento de um filho, e às adaptações que a família precisa fazer a partir do dia em que o bebê chega.</p>



<p>De início, a definição de quantos dias a licença paternidade tinha estava atrelada somente a um entendimento prático da importância da presença do pai para auxiliar a mãe após o parto.</p>



<p>Por essa razão, a CLT, em seu artigo <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10711223/artigo-473-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 473</a>, concede aos novos papais apenas um dia de falta justificada que precisa acontecer obrigatoriamente na semana do nascimento da criança.</p>



<p>O <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10640899/artigo-10-da-constituicao-federal-de-1988" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 10°</a> da Constituição Federal, porém, ampliou este período para cinco dias. A mudança tem em vista, sobretudo a importância de a mãe ter ajuda nos dias em que ainda estiver se recuperando após dar à luz. Um apoio que tende a ser ainda mais relevante em casos de cesárea.</p>



<p>A questão é que este pequeno aumento do número de dias, ainda que resulte em algo mais interessante do que a licença paternidade da CLT, pode não ser suficiente para que a mãe se recupere totalmente.</p>



<p>A saber, a casos em que após a cirurgia de cesárea a mulher tem dificuldades de locomoção, não pode pegar peso e pode até sentir dores de vez em quando. Com isso, a presença mais prolongada do pai é muito bem-vinda.</p>



<p>Outro ponto é que os cinco dias são certamente melhores do que um único dia de licença paternidade, mas também não é tempo suficiente para garantir a criação de laços entre o pai e seu bebê.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A duração da licença paternidade</h2>



<p>Para falarmos sobre a duração da licença paternidade no Brasil, vamos a alguns dados curiosos que vão pautar uma reflexão acerca do período de afastamento dos pais, sua relação com esse momento e o papel das empresas.</p>



<p>Se você só conhece a realidade brasileira, é possível que ainda não saiba que a maioria dos países não oferece um programa de licença paternidade ou deixa essa decisão à cargo do empregador.</p>



<p>Em outras palavras, em muitos lugares do mundo não há uma indicação específica sobre o período de afastamento dos profissionais que se tornam na legislação. Isso tende a resultar em uma semana de licença.</p>



<p>Em paralelo a esse cenário, há países que vão muito além ao que estamos acostumados aqui no Brasil. O Japão é um deles e, segundo sua legislação, a licença paternidade pode ter até um ano de duração, ainda que muitos profissionais acabem voltando ao seu trabalho antes desse prazo.</p>



<p>Por lá, há o entendimento de que muitos pais têm medo de aproveitar uma licença paternidade tão generosa ― um drama já vivido pelas mães do Brasil. Apesar disso, o Japão <a href="https://internacional.estadao.com.br/noticias/nytiw,licenca-paternidade-japao-pais-medo,70003015413" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estimula</a> que os profissionais aproveitem o afastamento, inclusive por questões econômicas do próprio país.</p>



<p>Você deve estar se perguntando: <em>o que tudo isso tem a ver com a licença paternidade no Brasil?</em> A verdade é que abrimos uma breve discussão para apresentar a você dois pontos importantes:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>empregadores podem participar do <a href="http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/programa-empresa-cidada/orientacoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Empresa Cidadã</a> para ampliar a licença paternidade de seus funcionários e têm deduções fiscais como incentivo (assim como o governo japonês faz);</li><li>empresas que assim considerarem importante podem se inspirar em realidades vividas em outros países ― não somente no Japão ― para ampliar a licença paternidade.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading">Empresa cidadã e paternidade responsável</h3>



<p>Foi pensando na ampliação do tempo de mães e pais com seus bebês, entre outras questões, que o Programa Empresa Cidadã foi instituído pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11770.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lei nº 11.770/2008</a> e regulamentado pelo <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Decreto/D7052.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Decreto nº 7.052/2009</a>.</p>



<p>A empresa precisa solicitar participação no programa para conseguir aos seus funcionários dias extras de afastamento do trabalho, sem prejuízo de salário, para seus funcionários. É isso o que nos leva à <strong>licença paternidade de 20 dias</strong>.</p>



<p>Sendo assim, o Empresa Cidadã concede ao empregador mais 15 dias de licença paternidade que se somam aos cinco já garantidos pela Constituição Federal. Este período, como haveria de ser, é usufruído por aqueles que se tornam pais.</p>



<p>Para tanto, porém, é fundamental que a prorrogação da licença paternidade seja solicitada pela empresa em até dois dias após o parto. Ainda, para ter direito a esse benefício, o trabalhador precisa comprovar participação em algum curso ou programa de <a href="http://vouserpai.com.br/blog/paternidade/paternidade-responsavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">paternidade responsável</a>.</p>



<p>Como no Japão, muitos pais brasileiros têm receio de aproveitar a licença de 20 dias, enquanto existem aqueles que ainda pensam que essa é uma necessidade apenas das mães.</p>



<p>Apesar disso, à medida que as empresas brasileiras vão rompendo essa barreira e apostando na importância da ligação entre os pais e seus filhos, a licença extendida do Empresa Cidadã vai sendo mais aproveitada.</p>



<p>Dados de 2009, divulgados pela consultoria <em>Mercer Marsh Benefício,</em> indicam que a licença paternidade de 20 dias é concedida por <a href="https://noticias.r7.com/brasil/licenca-paternidade-de-20-dias-ganha-espaco-e-mais-adesoes-12082019" target="_blank" rel="noreferrer noopener">29%</a> ou <a href="https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/empresas-adotam-licenca-paternidade-mais-longa-para-pai-cuidar-do-filho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">21,2 mil</a> (segundo dados da Receita Federal). O programa tem adesão crescente, ainda que lenta.</p>



<p>Quanto a isso, é necessário mencionar o papel da gestão e do RH em absorver o entendimento da importância da licença paternidade e em difundir essa ideia entre seus funcionários.</p>



<p>Isso é importante, inclusive, porque se o trabalhador não tiver a informação para solicitar a ampliação de sua licença paternidade por conta própria, é o RH da empresa quem deve oferecer-lhe o benefício.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Programa de benefícios e licença paternidade</h3>



<p>Isso não é tudo, porém. Se assim desejar ― e apresentaremos motivos para tal ― uma empresa pode ampliar ainda mais a licença paternidade de seus funcionários. Algo que exige planejamento estratégico e financeiro, além de mudanças na cultura organizacional.</p>



<p>A pesquisa “<a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/07/licenca-paternidade-maior-reduz-uso-de-remedios-por-maes.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando os Pais Podem Ficar em Casa</a>“, baseada na realidade da licença paternidade da Suécia, mostrou que a presença dos pais reduz o consumo de remédios pelas mães.</p>



<p>A saber, a Suécia permite que os pais tirem até 30 dias alternados para estarem com suas parcerias ao longo do primeiro ano de nascimento do bebê. Essa companhia contribui para a saúde e o bem-estar das mães e, consequentemente, para a saúde e bem-estar das crianças também.</p>



<p>Com base em exemplos e informações como essas, empresas brasileiras têm optado por criar programas próprios de licença paternidade, indo além da duração prevista em lei.</p>



<p>Como visto, com o Programa Empresa Cidadã, há deduções de impostos e o prazo extra dos pais junto com seus bebês pode ser um importante fator para a retenção de talentos.</p>



<p>Ir além e ampliar os benefícios para todas as partes envolvidas já é a decisão de algumas empresas brasileiras cuja licença paternidade tem a duração de até <a href="https://valor.globo.com/carreira/noticia/2019/12/05/companhias-criam-licenca-paternidade-de-ate-seis-meses.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">seis meses</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando começa a licença paternidade</h3>



<p>Quando o assunto são as mães, é claro que a licença maternidade deve começar a partir do 28° dia antes da data prevista para o parto (salvo exceções), mas como funciona com os pais?</p>



<p>Os cinco dias que constituem a licença paternidade padrão são cinco dias corridos contados a partir do primeiro dia útil após o nascimento do bebê.</p>



<p>Assim sendo, se a criança nasce em um sábado e o pai não trabalha aos finais de semana, a licença só começa a contar a partir de segunda-feira. Por outro lado, se os fins de semana são de trabalho, estes devem ser incluídos na contagem da licença paternidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem tem direito à licença paternidade</h2>



<p>Em geral, quando falamos de licenças é comum pensar primeiro ou somente na situação de trabalhadores que têm carteira assinada. Em alguns casos, o benefício se estende a outros e isso pode gerar dúvidas.</p>



<p>A saber, como exemplo, a licença maternidade é um benefício do INSS e, por essa razão, também pode contemplar trabalhadoras autônomas, informais e até desempregadas.</p>



<p>Entretanto, a mesma situação <strong>não </strong>aplica à licença paternidade porque este não é um benefício atrelado à Previdência Social. Assim, todas as regras que apresentamos aqui se aplicam somente a profissionais em regime CLT.</p>



<p>Apesar disso, ainda há alguns pontos que podemos apresentar para ampliar ainda mais seus conhecimentos sobre quem tem direito à licença paternidade. Veja:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pais separados</h3>



<p>É importante dizer que o profissional não precisa ser casado ou estar em união estável com a mãe da criança para ter direito à licença paternidade. Isso porque o benefício é, antes de mais nada, concedido com foco na relação entre o pai e o bebê.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pais adotantes</h3>



<p>Assim como a licença maternidade vale para também para mães adotantes e não só àquelas que dão à luz, a licença paternidade também é válida para pais que adotam. Como haveria de ser, isso inclui a possibilidade da extensão da licença por meio do Programa Empresa Cidadã.</p>



<p>A regra para o afastamento do trabalho sem prejuízo do salário é de que a criança tenha 12 anos ou menos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Casais homoafetivos</h3>



<p>Não existe uma lei ou artigo específico sobre licenças para casais homoafetivos. Em todo caso, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que os direitos desses casais são iguais aos direitos de casais heterossexuais.</p>



<p>Sendo assim, caso se tornem pais, um dos integrantes do casal deve receber o benefício da licença maternidade e o outro o da licença paternidade. A saber, essa regra vale quer sejam casais formados por dois homens ou duas mulheres.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como ficam os autônomos ou informais?</h3>



<p>Apenas para que não restem dúvidas, esclarecemos que profissionais autônomos ou informais podem, se a decisão se encaixar em sua realidade, se afastar de seu trabalho por alguns dias em razão do nascimento de seu bebê.</p>



<p>Entretanto, são eles próprios os responsáveis por essa decisão e suas consequências. Um trabalhador autônomo que decide fazer uma pausa de cinco dias que seria equivalente à licença paternidade, por exemplo, pode ficar cinco dias sem gerar renda.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como solicitar a licença paternidade</h2>



<p>Se o trabalhador tem carteira assinada, tudo o que precisa fazer para conquistar seu direito à licença paternidade é apresentar a certidão de nascimento da criança ao RH da empresa.</p>



<p>Se o empregador for participante do Programa Empresa Cidadã e o funcionário tiver participado de algum curso de paternidade responsável, é preciso lembrar que a solicitação para a licença paternidade de 20 dias deve ocorrer em até dois dias úteis após o parto.</p>



<p>É preciso saber que a licença paternidade não é considerada um benefício previdenciário e, por essa razão, não tem participação do INSS. Isso significa que quer a licença dure cinco dias ― conforme institui a Constituição Federal ― ou 20 dias ― seguindo o Empresa Cidadã ― é o empregador quem arca integralmente com os custos envolvidos.</p>



<p>Vale saber, com base na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11770.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lei n° 1.770</a>, de 2008, com redação alterada pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13257.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lei n° 13.257</a>, de 2016, a mãe recebe seu benefício (licença maternidade) do INSS, mas o pai não, ainda que seu salário deva ser mantido na integralidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trabalhadores autônomos</h3>



<p>Uma vez que a licença paternidade não é um benefício do INSS, como já mencionamos, ela não se aplica a trabalhadores autônomos que se tornam pais.</p>



<p>O que pode acontecer é que o pai pode ter direito a receber o salário maternidade a depender das circunstâncias.</p>



<p>Essa possibilidade existe, por exemplo, para pais solteiros que adotam ― conforme indica o <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11348276/artigo-71-da-lei-n-8213-de-24-de-julho-de-1991" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 71-A</a> da lei n° 8.213, de 1991 (com redação alterada pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12873.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lei n° 12.873</a>, de 2013) ―&nbsp; e também para aqueles cuja companheira ou mãe do bebê morre em decorrência do parto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A licença durante o período de férias</h2>



<p>Pode acontecer de o bebê nascer o período em que o pai esteja de férias e é esperado que essa situação gere questionamentos para o setor de Recursos Humanos e para os profissionais. Vamos aos devidos esclarecimentos!</p>



<p>Se o nascimento acontece “no meio” das férias, o trabalhador perde seu direito à licença paternidade porque certamente mantém seu direito de estar junto ao bebê. Entretanto, a circunstâncias que podem ter definições diferentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nascimento logo no início das férias</h3>



<p>Caso o bebê nasça logo nos dias<strong> antes</strong> do início das férias do pai, o trabalhador tem direito ao benefício e, logo após, a desfrutar suas férias na integralidade.</p>



<p>Vamos a um exemplo:</p>



<p>Suponhamos que Augusto sairia de férias no dia 15 de maio e seu bebê nasceu no dia 12 do mesmo mês. Com isso, considerando a licença paternidade de cinco dias prevista pela Constituição, Augusto usufrui do benefício e a contagem de suas férias passa a ter início no dia 17 de maio.</p>



<p>Caso o empregador participe do programa Empresa Cidadã, as férias de Augusto passam a contar após os 20 de licença paternidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nascimento no final das férias</h3>



<p>Por sua vez, se o nascimento do bebê acontece nos dias finais das férias do trabalhador, a licença paternidade coincide com este período ou complementa esse período.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Exemplo 1:</h4>



<p>Suponhamos que, faltando três dias para o fim de suas férias, Henrique tenha se tornado pai ― o último dia de férias seria dia 30 de abril e o bebê nasceu no dia 27.</p>



<p>Com isso, três dos cinco dias de licença paternidade de Henrique coincidem com o das férias e, como consequência, ele ganha apenas mais dois dias de afastamento do trabalho, sem prejuízo de salário.</p>



<p>Entenda, portanto, que aquele um dia de férias que restavam a Henrique passa a compor a contagem da licença. Assim o que temos não é um dia de férias somado a cinco dias de licença, mas sim os cinco dias do afastamento garantido pela Constituição Federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Exemplo 2:</h4>



<p>Agora, consideremos que, na verdade, o bebê de Henrique nasceu justamente no dia 30 de abril: seu último dia de férias.</p>



<p>Com isso, ao invés de retornar ao trabalho de imediato, o trabalhador ganha mais cinco dias corridos de afastamento em razão da licença paternidade. Assim, retorna ao trabalho somente no dia 5 de maio.</p>



<p>Lembramos que, para os exemplos, consideramos a duração da licença paternidade prevista pela Constituição Federal. Entretanto, em caso de participação no Programa Empresa Cidadã, férias e licença paternidade também podem coincidir ou se complementar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O salário durante a licença paternidade</h2>



<p>Como a legislação determina, durante a licença paternidade o funcionário não pode sofrer prejuízo de salário. Em outras palavras, o tempo em que o trabalhador se mantém afastado de suas atividades não pode ser descontado da remuneração do trabalhador.</p>



<p>Com isso, é importante fazer apenas algumas considerações para que fique claro para o RH e para os trabalhadores como é calculada a remuneração quando o funcionário sai de licença paternidade:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trabalhador com carteira assinada</h3>



<p>Para o trabalhador com carteira assinada e remuneração fixa, o salário correspondente aos dias de afastamento por licença paternidade ― sejam eles cinco ou 20 dias ― se mantém.</p>



<p>O que pode mudar é a remuneração total. Vale lembrar que a remuneração engloba o salário definido em contrato, mais eventuais adicionais, bônus e outros.</p>



<p>Com isso, considerando que o profissional está afastado de suas funções, a empresa não lhe deve nenhum adicional (como o noturno ou por insalubridade) durante o período da licença. É por isso que o salário se mantém, mas uma dedução na remuneração pode acontecer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trabalhador com renda variável</h3>



<p>Não existe um texto legal que aborde especificamente a questão do salário do trabalhador que tem renda variável e sai de licença paternidade.</p>



<p>Caso o profissional esteja recebendo licença maternidade no lugar da mãe do bebê (caso seja pai solteiro ou a mãe tenha falecido), a definição do valor devido no período do afastamento se baseia no <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10721123/artigo-393-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 393</a> da Consolidação das Leis do Trabalho que diz que, durante o período da licença, a mulher (ou o homem):</p>



<p>“terá direito ao salário integral e, quando variável, calculado de acordo com a média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho, bem como os direitos e vantagens adquiridos, sendo-lhe ainda facultado reverter à função que anteriormente ocupava”.</p>



<p>Uma vez que não há uma lei sobre a licença paternidade ou uma norma específica ou sobre o salário durante o para trabalhadores com renda variável, por questões de razoabilidade e proporcionalidade, pode ser possível aplicar a mesma regra.</p>



<p>Em todo caso, é importante se lembrar de que o que se aplica é o entendimento de que a licença paternidade se traduz em dias não trabalhados que são abonados pelo empregador.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O papel do RH na licença paternidade</h2>



<p>Na melhor das hipóteses, o funcionário que está prestes a se tornar pai conhece seus direitos e sabe o que fazer para solicitar sua licença paternidade à empresa.</p>



<p>Essa situação, porém, pode ser uma exceção e, ainda que não seja, é papel do RH acompanhar questões da vida do profissional que podem influenciar sua relação com o trabalho.</p>



<p>Em outras palavras, se a empresa sabe que o funcionário vai ser papai, uma de suas responsabilidades é lembrá-lo de seu direito ao afastamento de cinco dias, esclarecendo que não há prejuízo de salário neste período.</p>



<p>Ainda, entende-se que estender o período da licença paternidade deve ser de interesse do profissional. Apesar disso, não convém que o RH espere que o funcionário manifeste esse interesse, mas sim apresente a ele essa possibilidade caso a organização faça parte do Programa Empresa Cidadã.</p>



<p>Isso é importante por dois motivos que vimos ao longo do texto:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>se quiser aumentar sua licença para 20 dias, o funcionário precisa participar de um programa ou curso de paternidade responsável e não pode ser avisado sobre isso de última hora;</li><li>uma vez que o desejo de prolongar a licença for confirmado, o funcionário deve ser lembrado de que a solicitação tem que acontecer em, no máximo, dois dias úteis após o parto. Por isso, a empresa precisa ser avisada logo.</li></ol>



<p>Por fim, vale mencionar que também é papel do RH registrar ou comunicar o Departamento Pessoal que o funcionário saiu de licença para que sua ausência não seja erroneamente entendida como faltas não justificadas.</p>



<p>Caso a licença paternidade coincida com o período logo antes ou do final das férias, é preciso ainda mais atenção para evitar confusões. O mesmo vale caso a empresa tenha algum benefício que garante um afastamento ainda mais prolongado.</p>



<p>Gostou do post? Aproveite para conferir quais são as outras entre <a href="https://dbmsistemas.com/conheca-as-principais-licencas-previstas-na-clt/">as principais licenças previstas na CLT</a>! </p>



<p>Conteúdo Original <a href="https://blog.tangerino.com.br" target="_blank" rel="noopener">Blog Tangerino</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Licença maternidade e licença paternidade: Conheça as principais regras e como funciona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 11:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Licença maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[licença paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A licença-maternidade e a licença-paternidade são benefícios aos colaboradores que se tornaram pais e que são segurados do INSS. Mesmo as pessoas que, no momento, estão desempregadas, mas que continuaram a recolher a contribuição à previdência, têm direito a receber estes benefícios. No entanto, as regras para a aplicação e como funcionam ainda geram dúvidas para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-background has-very-light-gray-background-color">A licença-maternidade e a licença-paternidade são benefícios aos colaboradores que se tornaram pais e que são segurados do <a href="http://www.inss.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="INSS (abre numa nova aba)">INSS</a>. Mesmo as pessoas que, no momento, estão desempregadas, mas que continuaram a recolher a contribuição à previdência, têm direito a receber estes benefícios.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="696" height="489" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/mãe-trabalho.jpg" alt="Licença maternidade e licença paternidade" class="wp-image-6049" title="Licença maternidade e licença paternidade: Conheça as principais regras e como funciona 2" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/mãe-trabalho.jpg 696w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/mãe-trabalho-300x211.jpg 300w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></figure>



<p>No entanto, as regras para a aplicação e como funcionam ainda geram dúvidas
para alguns gestores e profissionais de RH nas empresas.</p>



<p>Empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã possuem uma maneira
diferente de conceder a licença-maternidade e a licença-paternidade aos seus
colaboradores. Por esse motivo, é necessário atenção sobretudo no que diz
respeito à documentação.</p>



<p>É dever do gestor e do profissional do RH orientar o colaborador e proteger
a empresa de possíveis ações trabalhistas, atentando-se aos procedimentos
corretos para a concessão destes benefícios.</p>



<p>Neste artigo, explicaremos como cada uma delas funciona e como devem ser
aplicadas. Acompanhe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Licença-maternidade</h2>



<p>A maternidade é um divisor de águas na vida de uma mulher. Por esse motivo,
a licença-maternidade é considerado um dos benefícios mais importantes para as
colaboradoras gestantes.</p>



<p>A licença-maternidade é garantida pela Constituição Brasileira a todas as
mulheres que são contribuintes do INSS, mesmo se desempregadas no momento, como
mencionado anteriormente.</p>



<p>Ao&nbsp;<strong>dar à luz</strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>adotar</strong>&nbsp;um bebê, a
mulher pode se ausentar do trabalho durante 120 dias no mínimo, sem quaisquer
tipos de prejuízos ao salário ou a sua posição na empresa.</p>



<p>Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, a licença-maternidade
é de até 180 dias.</p>



<p>É importante ressaltar que a <a href="https://dbmsistemas.com/contrato-de-trabalho-alteracoes-promovidas-pela-reforma-trabalhista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Reforma Trabalhista (abre numa nova aba)">Reforma Trabalhista</a>, que entrou em vigor em novembro de 2017, não modificou as regras da licença-maternidade ou a quem ela se estende. O que a Reforma Trabalhista fez, entretanto, foi modificar a relação entre colaboradores e empresa, o que pode impactar as colaboradoras gestantes em relação a outros direitos.</p>



<p>Dessa forma, de acordo com a Nova Lei Trabalhista, a colaboradora gestante
tem o direito de:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Alterar seu local de trabalho em situações insalubres;</li><li>Ter um período para comunicar o empregador sobre a gravidez em caso de demissão;</li><li>Combinar o período de férias e o tempo de licença-maternidade para ficar mais tempo com o bebê;</li><li>Tirar pausas durante o expediente para amamentar o bebê; entre outros.</li></ol>



<p>No primeiro item, se a colaboradora considerar que pode exercer sua função
em um local insalubre mesmo estando gestante, ela poderá continuar no cargo,
desde que obtenha autorização expressa e por escrito de seu médico.</p>



<p>Cabe à empresa documentar corretamente esta situação para se respaldar em de
ações trabalhistas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A quem se destina a
licença-maternidade?</h2>



<p>A licença-maternidade é um direito concedido às mulheres que contribuem com
o INSS (Previdência Social).</p>



<p>A contribuição pode resultado de vínculo empregatício ou por ação
voluntária, ou seja, mesmo sem trabalhar, a mulher pode continuar recolhendo a
contribuição normalmente todos os meses. Ao dar à luz, ela poderá solicitar o
pagamento do benefício durante 120 dias e cuidar do bebê tranquilamente.</p>



<p>Portanto, têm direito à licença-maternidade, a mulher que:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Trabalha em regime CLT. Neste caso, a mulher recebe seu salário integralmente durante os meses que permanecer fora: 180 dias nas      empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã e 120 para as demais.</li><li>Recolhe o INSS individualmente como estudante ou dona de casa por mais de 10 meses consecutivos (período de carência estabelecido pela Previdência). O salário equivale ao valor da contribuição.</li><li>É MEI ou empregada doméstica.</li><li>Está desempregada, mas é segurada pelo INSS. Estas mulheres têm direito ao benefícios desde que o bebê nasça até um ano e dois      meses e meio após perder o emprego. Neste caso, o benefício é solicitado após o parto.</li><li>É portadora de necessidades especiais e segurada. Há a carência de 10 meses e o salário-maternidade será equivalente ao valor de um salário mínimo.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading">Condições especiais
da licença-maternidade</h2>



<p>Algumas mulheres podem, ainda, solicitar o benefício da licença-maternidade
diante de condições especiais. Veja abaixo que condições são estas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>As mulheres que, durante o período de gestação, sofrem um aborto espontâneo também têm direito à licença-maternidade. No entanto,      o período concedido é de 14 dias.</li><li>A partir da 23ª semana de gestação, caso o bebê nasça sem vida (natimorto), a mulher terá direito à 120 dias de licença-maternidade.</li><li>No caso de adoção de crianças de até 12 anos, o benefício pode ser concedido ao pai ou à mãe em guarda judicial para fins de adoção. Porém, a apenas um dos dois.</li><li>A licença-maternidade pode ser solicitada a partir de 28 dias antes do parto ou até 92 dias após o nascimento do bebê. O início da licença deve ser informada à empresa por meio de atestado médico.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Licença-paternidade</h2>



<p>Assim como a licença-maternidade, a licença-paternidade é um benefício
garantido pela Constituição Federal ao pai, após o nascimento de seu filho. O
pai tem o direito de permanecer cinco dias em casa, sem quaisquer descontos em
seu salário.</p>



<p>Em 2016, com a chegada do Programa Empresa Cidadã, a licença-paternidade foi
estendida em mais 15 dias aos colaboradores que trabalham em empresas
participantes. Portanto, a licença-paternidade para esses pais é de 20 dias
corridos. O mesmo período é concedido aos servidores públicos.</p>



<p>O período de cinco dias de licença-paternidade para os pais que trabalham nas empresas que não aderiram ao Programa Empresa Cidadã pode ser ampliado por meio de convenção ou acordo coletivo.</p>



<p>Sendo assim, é preciso consultar estes documentos antes de conceder a
licença-paternidade e garantir que a empresa está em conformidade com as
solicitações.</p>



<p>Vale ressaltar que, no caso de adoção, como mencionado anteriormente, apenas
o pai ou a mãe pode ficar de licença. O outro deverá trabalhar normalmente.
Porém, no caso de morte da mãe, o pai terá 120 dias de prazo de
licença-paternidade.</p>



<p>Todo colaborador que se torna pai ou mãe tem direito a estes benefícios. A
empresa que se recusa a concedê-los coloca-se em risco e pode sofrer multas e
responder por ações trabalhistas.</p>



<p>Observar as previsões das leis vigentes é o melhor que o gestor pode fazer para proteger a empresa.</p>



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			</item>
	</channel>
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