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	<title>dinheiro físico acabar &#8211; DBM Sistemas</title>
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		<title>Pix: Entenda se o pagamento eletrônico põe em risco de o dinheiro físico acabar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro físico acabar]]></category>
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<p class="has-black-color has-white-background-color has-text-color has-background">Especialista explica o que está em jogo com a criação do Pix e quais os riscos de o dinheiro físico acabar.</p>



<p>Uma nova forma de transferir valores chegará ao Brasil em novembro. O lançamento do Pix, sistema instantâneo que realiza pagamentos em menos de 10 segundos, a qualquer momento – inclusive depois das 17h e aos fins de semana –, despertou um novo olhar sobre as fintechs e mostrou o quanto os bancos se tornaram antiquados para boa parte da população.</p>



<p>É preciso entender o que nos levou à situação atual. Não é de hoje que instituições financeiras e bancos digitais caíram no gosto dos brasileiros, especialmente dos mais jovens, pela ausência de anuidade de cartões, facilidade de pagamentos online e soluções personalizadas.</p>



<p>Ao perceber a necessidade de criar uma experiência do cliente, como ser atendido rapidamente e sentir uma verdadeira conexão com a marca, essas instituições levaram vantagem no mercado.</p>



<p>Com o Pix, o Banco Central deu um passo em direção ao futuro e às tendências que já se provavam impossíveis de recuar.</p>



<p>Quero dizer, uma vez que os consumidores perceberam o quanto um banco poderia fazer por eles, em termos de praticidade, agilidade e bom atendimento, a régua subiu e quem não se enquadrava nesse novo padrão se tornava automaticamente ultrapassado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Adaptações</strong></h3>



<p>Muitos se questionam se avanços tecnológicos como o Pix reduzirão alguns serviços dos bancos tradicionais.</p>



<p>É fato que há um novo elemento para competir com DOC, TED, boletos, cartões de crédito e débito – basicamente, todas as formas de pagamento pelas quais um banco obtém lucro.</p>



<p>Segundo o Banco Central, o custo do Pix deverá recair sobre quem recebe o dinheiro e não sobre quem transfere, e repassar o valor aos usuários também já foi vetado pelo BC.</p>



<p>Isso sem falar no aumento de gastos com segurança, uma vez que o Pix funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana.</p>



<p>A Associação Brasileira de Internet já manifestou sua preocupação com a proteção contra fraudes e invasões no sistema e apontou que esse investimento certamente elevará o custo com pessoal e tecnologia.</p>



<p>O prazo de implementação do sistema também é alvo de críticas por algumas empresas. Elas alegam que serão necessárias adaptações significativas, especialmente em relação à segurança do usuário, tornando inviável o lançamento do Pix em 16 de novembro. Assim, elas propõem a prorrogação do calendário para agosto de 2021.</p>



<p>Entre apoiadores e críticos, acredito que a medida vem para reduzir a burocracia e trazer mais agilidade ao sistema financeiro brasileiro. A questão é entender o cenário de mudança e buscar atender às expectativas dos clientes.</p>



<p>É como se muitos bancos estivessem tentando parar uma onda: uma vez formada, é fato que ela irá arrebentar – você pode surfar ou ser arrastado por ela.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Dinheiro físico</strong></h3>



<p>Hoje, estima-se que existam no Brasil 60 milhões de pessoas sem acesso a nenhum serviço bancário, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São adultos que movimentam capital na economia, mas não têm conta-corrente, poupança ou qualquer tipo de cartão.</p>



<p>Além disso, é preciso levar em consideração que nem toda a população quer um banco digital ou formas de pagamento digitais. Uma parcela significativa ainda sai de casa para pagar contas, fazer transferências e prefere o dinheiro físico a deixar tudo na conta.</p>



<p>Isso é algo que os bancos não podem deixar para trás – afinal, essas pessoas também precisam de soluções personalizadas e um ótimo atendimento.</p>



<p>Entender as demandas dos diferentes perfis de clientes e se adaptar aos novos tempos é o desafio que se apresenta para os bancos tradicionais.</p>



<p>Fonte: <em>Dane Avanzi &#8211; Empresário, advogado e diretor do Grupo Avanzi</em>.</p>



<p>Fonte: <a aria-label="Jornal Contábil (abre numa nova aba)" href="https://www.contabeis.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal Contábeis</a></p>
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