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	<title>assédio moral &#8211; DBM Sistemas</title>
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	<description>Software de Gestão Empresarial</description>
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		<title>Combate ao assédio moral nas empresas brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 18:32:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[assédio moral]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o uso efetivo do Canal de Denúncias, companhias identificam casos no estágio inicial. Além dos benefícios organizacionais alcançados, a economia com processos judiciais pode ter ultrapassado R$ 150 milhões ao longo da última década. Levantamento da ICTS Outsourcing, especializada em serviços contínuos para gestão de riscos, ética e compliance, identifica o assédio moral como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o uso efetivo do Canal de Denúncias, companhias identificam casos no estágio inicial. Além dos benefícios organizacionais alcançados, a economia com processos judiciais pode ter ultrapassado R$ 150 milhões ao longo da última década.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5873 aligncenter" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/assedio-moral-1.jpg" alt="assedio moral 1" width="800" height="533" title="Combate ao assédio moral nas empresas brasileiras 2" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/assedio-moral-1.jpg 800w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/assedio-moral-1-300x200.jpg 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2018/11/assedio-moral-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><br />
Levantamento da ICTS Outsourcing, especializada em serviços contínuos para gestão de riscos, ética e compliance, identifica o assédio moral como a principal situação denunciada nos Canais de Denúncias de 213 empresas brasileiras, de diferentes portes e segmentos. Entre 2008 e 2017, foram registrados 21.258 relatos. Só no ano passado, 8 em cada 10 empresas tiveram ao menos 1 caso, totalizando uma média de 29,4 denúncias de assédio moral recebidas ao longo de 2017.Cassiano Machado, sócio-diretor da ICTS Outsourcing, explica que o número de denúncias de assédio moral vem aumentado ao longo dos últimos anos: “Entre 2010 e 2017, a média por empresa cresceu 58%.Observando-se o comportamento de um subgrupo de mesmas companhias ao longo do tempo, constatamos que houve um incremento de 62,8% na quantidade de relatos realizados no triênio 2015-2017 versus o triênio anterior”, ressalta.</p>
<p>Segundo Machado, os motivos do aumento passam pela maior adoção do Canal de Denúncias no ambiente empresarial (adoção espontânea e também estimulada pela Lei Anticorrupção de 2013), o avanço do empoderamento e protagonismo dos colaboradores no ambiente de trabalho e o reconhecimento social sobre a importância do ato de denunciar, que antes era visto de forma pejorativa.</p>
<p>Para combater o problema, um entendimento amplo sobre o assédio moral e o desenvolvimento de ações preventivas e corretivas são, atualmente, o foco de atenção das empresas. Neste contexto, o Canal de Denúncias tem se mostrado um importante aliado, uma vez que ao obter conhecimento sobre a ocorrência do assédio moral, na maioria das vezes, num estágio preliminar, as empresas aproveitam a oportunidade para agirem. Conforme as características de cada situação, direcionam a orientação (coaching) dos envolvidos, alteram equipes de trabalho e, quando aplicável, se valem de punições, inclusive a demissão, sobre os assediadores.</p>
<p>A rápida atuação tem permitido, ainda, a interrupção de um processo que traria graves consequências sobre as vítimas e a própria organização. Problemas de saúde psíquica e física, como ansiedade e depressão, dores de cabeça e distúrbios do sono, e a percepção negativa sobre o ambiente de trabalho e a cultura organizacional da empresa são alguns exemplos. Numa perspectiva quantitativa, o aumento de erros, quedas na produtividade, maior absenteísmo e <em>turn over</em> também são exemplos dos efeitos nefastos da prática do assédio moral no ambiente de trabalho.</p>
<p>Talvez o impacto de mais fácil tangibilização seja a judicialização dos casos, quando se obtêm uma clara dimensão do prejuízo financeiro incorrido pelas empresas ao serem condescendentes com a prática. Análise da ICTS Outsourcing baseada nas informações obtidas no site JusBrasil<sup>*1 </sup>revela que o valor médio de indenização paga num processo por dano moral é de R$ 17.423,00. Adicionando-se custos advocatícios de 20%, chega-se a um montante de R$ 20.907,60 por processo. Aplicando-se este custo médio por processo sobre o conjunto de denúncias apuradas e confirmadas entre 2008 e 2017 (7.483 casos), e que, portanto, tiveram sua judicialização evitada, pode-se estimar uma economia por parte das empresas superior a R$ 156 milhões.</p>
<p>“Uma empresa que consiga capturar e atuar sobre 5 denúncias qualificadas de assédio moral por ano, economizará cerca de R$ 100 mil ao evitar a judicialização destes casos. É um montante que sairia diretamente do resultado da empresa e que, agora, poderá ser utilizado em prol da sustentabilidade da organização, impulsionando vendas, eficiência operacional, satisfação dos empregados e um ambiente de trabalho ético e transparente”, exemplifica Machado.</p>
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<p><strong>Mais informações:</strong></p>
<p><strong>– O que é assédio moral:</strong> Exposição prolongada e repetitiva de colaboradores à ataques que provocam constrangimento e humilhação, ameaçando o emprego ou degradando o clima de trabalho. Também conhecido como <em>mobbing</em>, o assédio moral pode ocorrer por meio de ações, omissões, gestos, palavras ou textos escritos, sempre com o intuito de atacar a autoestima da vítima e destruí-la psicologicamente.</p>
<p><strong>– Leis: </strong>Existem no Brasil leis municipais e estaduais que coíbem a prática do assédio moral no âmbito da Administração Pública. Também se encontra em debate no Congresso Nacional, desde 2010, o PL 6757, que busca criar uma legislação federal abrangente. Nesse contexto legal difuso, cláusulas da Constituição Federal, Código Civil e CLT vem sendo utilizadas pelo Judiciário para balizamento e direcionamento da qualificação e punição da prática de assédio moral nas empresas, sejam elas privadas ou estatais.</p>
<p><strong>– Tipos de assédio moral:</strong> Assédio moral vertical descendente; Assédio moral vertical ascendente; Assédio moral horizontal; Assédio moral misto;</p>
<p><strong>– Principais ações: </strong>Insultos e ameaças; Críticas, atribuição de erros irreais, e brincadeiras inadequadas; Boicote ou imposição de dificuldades sistemáticas; Sobrecarga de tarefas ou imposição de tarefas com instruções imprecisas.</p>
<p><strong>– Dados:</strong></p>
<ul>
<li>Colaboradores são os que mais denunciam (94,8%)</li>
<li>Líderes são os principais assediadores (75,4%)</li>
<li>72% das denúncias são anônimas, seja através de um website (57%) ou via um telefone 0800 (40%)</li>
<li>68,3% dos relatos são qualificados e priorizados para apuração. E ao final, 50,8% mostram-se procedentes;</li>
<li>Público masculino é o que mais denuncia (54,67%)</li>
<li>Redução expressiva no tempo de tratamento: Em 2017, um caso foi tratado em 42,1 dias em média, tempo 33% inferior a média de 10 anos (62,8 dias)</li>
</ul>
<p><strong>– Como combater</strong>: O grande desafio da liderança perante o assédio moral está no enraizamento dessa prática na cultura da organização. Nem todos enxergam e compreendem a gravidade do problema. Mais do que mudar o comportamento das pessoas, é preciso moldar o contexto em que elas co-existem, promovendo real conscientização e, consequentemente, uma mudança permanente de atitude. Para além do patrocínio executivo, Códigos e Comitês de Ética ou comunicações e treinamentos sobre o tema, faz-se necessária a implementação de iniciativas para:</p>
<ul>
<li>Minimizar o ingresso ou ascensão de profissionais com valores éticos não alinhados à organização (ex.: análises de perfil psicológico, levantamento e análise de referências, aplicação de questionários e entrevistas de compliance individual);</li>
<li>Proporcionar capacidade detectiva para a organização (ex.: monitoramento de comunicação corporativa – e-mails, mensageria instantânea, ambientes de colaboração);</li>
<li>Estimular a manifestação de irregularidades (ex.: canal de denúncias, avaliações periódicas de desempenho, entrevistas de desligamento);</li>
<li>Proporcionar um processo de investigação especializado, célere e consistente, com balanço de consequências efetivo.</li>
</ul>
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