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	<title>Apuração do ICMS &#8211; DBM Sistemas</title>
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	<title>Apuração do ICMS &#8211; DBM Sistemas</title>
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		<title>Apuração do ICMS: entenda esse imposto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Sávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 13:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Leis & Tributos]]></category>
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					<description><![CDATA[Apuração do ICMS: entenda esse imposto.ICMS é por si só um tema complexo, mas essencial e necessário entendê-lo para compreender a estrutura tributária existente em cada produto comercializado, especialmente às pessoas jurídicas, que vivem dia a dia essa complexidade no cálculo dos custos e apuração de impostos. Por isso separamos nesse artigo as principais informações [&#8230;]]]></description>
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<p><strong><em>Apuração do ICMS: entenda esse imposto.</em></strong><br />ICMS é por si só um tema complexo, mas essencial e necessário entendê-lo para compreender a estrutura tributária existente em cada produto comercializado, especialmente às pessoas jurídicas, que vivem dia a dia essa complexidade no cálculo dos custos e apuração de impostos. Por isso separamos nesse artigo as principais informações para te ajudar esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.</p>



<p>Aqui você verá sobre o princípio da não cumulatividade e as diferenças entre débito e crédito. Entenderá ainda sobre apuração do ICMS e os regimes possíveis, bem como a apuração centralizada e a Guia ICMS.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. O que é ICMS</strong></h3>



<p>O ICMS é o<strong> Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços</strong>, instituído pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp87.htm" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Lei Complementar Nº 87, de 13 de setembro de 1996</a>, conhecida como Lei Kandir. </p>



<p>A lei dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. E como colocado no corpo da lei ela também dispõe de outras providências.&nbsp;</p>



<p>Uma outra característica bastante relevante do ICMS é seletividade em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços de acordo com o <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10668550/artigo-155-da-constituicao-federal-de-1988" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">art. 155, § 2º da CF/88</a>. Por esse motivo, existem alíquotas distintas no território nacional.</p>



<p>Para exemplificar as principais incidências sobre&nbsp;o ICMS veja a imagem abaixo:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="565" height="288" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principais-incidências-sobre-o-icms.png" alt="Apuração do ICMS: entenda esse imposto" class="wp-image-11589" title="Apuração do ICMS: entenda esse imposto 2" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principais-incidências-sobre-o-icms.png 565w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principais-incidências-sobre-o-icms-300x153.png 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principais-incidências-sobre-o-icms-480x245.png 480w" sizes="(max-width: 565px) 100vw, 565px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Princípio da não cumulatividade</strong></h3>



<p>Para fundamentar e iniciar o entendimento do ICMS temos que ter em mente que ele é baseado no princípio de não-cumulatividade, ou seja, trata-se de uma regra constitucional que discorre que o cálculo do imposto deve ter a compensação daquele devido em cada operação com o montante cobrado nas operações anteriores.</p>



<p>Para efeito de aplicabilidade do princípio da não-cumulatividade do ICMS, é preciso considerar quatro fatores determinados, segundo a tabela abaixo:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="564" height="232" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principios-de-aplicabilidade-da-não-cumulatividade-do-icms.png" alt="Apuração do ICMS: entenda esse imposto" class="wp-image-11588" title="Apuração do ICMS: entenda esse imposto 3" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principios-de-aplicabilidade-da-não-cumulatividade-do-icms.png 564w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principios-de-aplicabilidade-da-não-cumulatividade-do-icms-300x123.png 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Principios-de-aplicabilidade-da-não-cumulatividade-do-icms-480x197.png 480w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>2.1 – Débito x Crédito</strong></h4>



<p>A sistemática da não cumulatividade é conhecida como&nbsp;<strong>Débito x Crédito</strong>&nbsp;e acontece de duas maneiras.</p>



<p>&nbsp;Nas&nbsp;<strong>operações de saídas de mercadorias o valor&nbsp;</strong>destacado em nota fiscal, a título do tributo pelo contribuinte,&nbsp;<strong>é lançado a débito no seu livro de saída.</strong>&nbsp;Cabendo ressaltar que o montante lançado a débito refere-se ao valor a ser pago pelas operações.</p>



<p>Em contrapartida nas<strong>&nbsp;operações de entrada de mercadorias o valor</strong>, a título do tributo,&nbsp;<strong>é lançado a crédito em seu livro de entrada</strong>, o montante a crédito se refere ao valor a ser abatido do respectivo débito do imposto.</p>



<p>Ao fim do período apura-se o montante, confrontando as saídas (débitos) com as entradas (créditos). Se os débitos, ao fim do período forem maiores que os créditos, recolhe-se a diferença, se ocorrer o contrário, não haverá imposto a recolher no período. Caso o crédito seja maior que o débito, denomina-se “crédito acumulado”.</p>



<p>Além disso é importante o acompanhamento sistemático desses créditos, para otimizá-los e reduzir, de forma legal, o montante do ICMS a pagar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="130" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Exemplo-de-não-cumulatividade-ICMS.png" alt="Apuração do ICMS: entenda esse imposto" class="wp-image-11587" title="Apuração do ICMS: entenda esse imposto 4" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Exemplo-de-não-cumulatividade-ICMS.png 564w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Exemplo-de-não-cumulatividade-ICMS-300x69.png 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Exemplo-de-não-cumulatividade-ICMS-480x111.png 480w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Apuração do ICMS&nbsp;</strong></h3>



<p>O estabelecimento do contribuinte que está obrigado à escrituração fiscal, deverá apurar o valor do ICMS a recolher, tendo clareza de que esteja em conformidade com o RPA – Regime Periódico de Apuração. É importante ressaltar que para o contribuinte optante pelo Simples Nacional (Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), o recolhimento do ICMS se dará juntamente com os outros tributos abrangidos pelo Simples Nacional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. RPA – Regime Periódico de Apuração&nbsp;</strong></h3>



<p>O ICMS possui a sistemática da incidência não cumulativa e seletiva, compensando o valor em cada operação ou prestação com o montante cobrado anteriormente, conforme <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10669784/artigo-153-da-constituicao-federal-de-1988" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">art. 153, § 3 da CF/88</a>.</p>



<p>O Contribuinte precisa se atentar nas particularidades da legislação competente, a fim de observar as possíveis diferenças nas operações que terão impacto direto na apuração.</p>



<p>O Regime Periódico de Apuração, nasce então para fazer valer o princípio da não-cumulatividade, ou seja, é o Regime pelo qual o contribuinte pode compensar o ICMS devido em cada operação ou em, cada prestação, com aquele anteriormente cobrado pelo estado de SP ou até mesmo outro estado.&nbsp;</p>



<p>Conforme o artigo 87 do RICMS/SP, os estabelecimentos que se enquadram, no RPA deverão apurar os livros Registro de Entradas, Saídas e Apuração do ICMS, em relação às operações ou prestações efetuadas.&nbsp;</p>



<p>No entanto, a referida apuração e os lançamentos pertinentes deverão ser realizados na Escrituração Fiscal Digital ICMS-IPI (EFD), conforme disposto no artigo 250-A do RICMS/SP e no artigo 1° da Portaria CAT n° 147/2009.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4.1 – Forma de Apuração para RPA</strong></h4>



<p>As empresas que se enquadram no Regime Periódico de Apuração do ICMS no que diz respeito às operações ou prestações de serviços efetuadas, devem apurar:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="632" height="411" src="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Formas-de-apuração-do-icms.png" alt="Apuração do ICMS: entenda esse imposto" class="wp-image-11586" title="Apuração do ICMS: entenda esse imposto 5" srcset="https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Formas-de-apuração-do-icms.png 632w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Formas-de-apuração-do-icms-300x195.png 300w, https://dbmsistemas.com/wp-content/uploads/2020/07/Formas-de-apuração-do-icms-480x312.png 480w" sizes="auto, (max-width: 632px) 100vw, 632px" /></figure>



<p>Vale lembrar que segundo a regra geral do ICMS, sua apuração deve ser feita no último dia do mês de forma que os itens de Operações próprias – Registro E110 da EFD/ICMS-IPI após as entradas e saídas, sejam declarados por meio da Gia-ICMS.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4.2 – Apuração centralizada e recolhimento do ICMS (matriz e filiais)</strong></h4>



<p>A centralização serve de grande utilidade para àquelas empresas que possuem várias filiais e que “desejam” centralizar a apuração e o recolhimento do ICMS em uma única Inscrição Estadual.</p>



<p>Podemos observar o tratamento no estado de São Paulo/SP, cada estabelecimento deverá escriturar os seus livros fiscais, pois eles são considerados autônomos para fins de cumprimento de obrigações fiscais no território paulista.</p>



<p>Assim sendo, cada estabelecimento deve escriturar os documentos fiscais nos livros respectivos, apurando o valor do ICMS, devedor ou credor.</p>



<p>O saldo apurado no livro Registro de Apuração do ICMS de cada um dos estabelecimentos poderá ser transferido para outro do mesmo contribuinte, localizado no Estado de São Paulo, caso o contribuinte tenha feito a opção pela apuração e pelo recolhimento centralizado, observadas as e os procedimentos estabelecidos nos<a href="https://legislacao.fazenda.sp.gov.br/Paginas/art096.aspx" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener"> arts. 96 a 102 do RICMS-SP/2000</a> e na <a href="https://legislacao.fazenda.sp.gov.br/Paginas/pcat1152008.aspx" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Portaria CAT no 115/2008.</a></p>



<p>Existem alguns estados como por exemplo os estados MG/PA/PR/RS, em que o contribuinte que possuir vários estabelecimentos no Estado, nos casos previstos no Regulamento e em atendimento a pedido, poderá ser concedida inscrição estadual única.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Simples Nacional</strong></h3>



<p>Por fim, lembramos que o contribuinte também poderá optar pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), nos termos da Lei Complementar nº 123/2006. Nesse caso, o contribuinte irá recolher o ICMS juntamente com os demais tributos abrangidos pelo Simples Nacional.</p>



<p>Vale lembrar que não se considera cobrado, ainda que destacado em documento fiscal, o montante do imposto que corresponder a vantagem econômica decorrente da concessão de qualquer subsídio, redução da BC, crédito presumido ou outro incentivo ou benefício fiscal em desacordo com o disposto no artigo 155, § 2º, XII, “g” da Constituição Federal/1988, ou seja, subsídios que não tenham sido previamente aprovados pelos Estados e pelo Distrito Federal no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. GIA ICMS&nbsp;</strong></h3>



<p>A chamada Guia de Informação e Apuração do ICMS, ou <a href="https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/gia/Downloads/manual_gia_v0801.pdf" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">GIA</a>, nada mais é do que uma declaração acessória obrigatória em alguns estados. Ela é transmitida de forma digital e apresenta as informações sobre os valores apurados pelas empresas. </p>



<p>Por isso a GIA pode ser considerada um “relatório” sobre as ações do apuramento do ICMS, que reflete as escriturações do Livro Fiscal Registro de Apuração do ICMS, que demonstra todos os créditos e débitos bem como ajustes e guias de recolhimento.</p>



<p>Contudo, é importante ressaltar que a GIA está chegando ao seu fim no estado de São Paulo, e não podemos deixar de chamar atenção para essa informação.</p>



<p>O fim da GIA está próximo, com a chegada do <a href="https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/gia/Paginas/Eliminacao-da-GIA.aspx" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Projeto de Eliminação da GIA</a>, o Sefaz de São Paulo vem preparando os contribuintes para a extinção da obrigação acessória e vinculando as informações ao EFD-ICMS/IPI.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>7. Um contador pode te ajudar!</strong></h3>



<p>Após ter todo o conhecimento que foi dado aqui sobre a apuração do ICMS, podemos concluir que essa realmente é uma temática bastante complexa e que exige muita responsabilidade, não é mesmo? Justamente por isso, um profissional capacitado e com experiência na área pode ser de grande valia para a sua empresa no que diz respeito a entrega não apenas do ICMS, mas também de todos os outros tributos.</p>



<p>Um contador pode deixar esse processo muito mais prático e bem menos suscetível a erros, o que pode evitar desde pequenas dores de cabeça do dia a dia até multas por atraso ou ausência do recolhimento correto do ICMS.&nbsp;</p>



<p>Se você tiver dúvidas ou deseja fazer suas considerações, comente aqui ou envie diretamente para o autor: <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="mailto:graziellasantos@vamosescrever.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">graziellasantos@vamosescrever.com.br</a>.</p>



<p>Fonte: <a href="https://arquivei.com.br/blog/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Blog Arquivei</a></p>



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